Fazer é o verbo mais difícil.

Eu acho tão lindo quem se dedica a criar um conteúdo, eu juro que tenho tentado mas tem sido bem difícil. Tudo tem sido difícil ultimamente principalmente se for algo que eu TENHA  que fazer, e mesmo TENDO, eu não faço.

Eu tenho bem claro na minha mente o que eu tenho que fazer, não é nada muito complicado, pelo contrário é estupidamente simples, eu só TENHO que FAZER. E não faço.

Todo dia um checklist diferente, as vezes mental, as vezes eu até escrevo e ainda desenho uma caixinha para colocar o visto de feito, só que no fim do dia nada foi feito.

Então eu procuro na internet do jeito mais ridículo, ao pé da letra.”não tenho vontade de fazer nada” e caio num daqueles sites de desenvolvimento pessoal, dicas contra procastinação, até escrevo um passo a passo.

Rotina Matinal, descobri que a minha é péssima pode ser isso que não de deixa fazer nada, já tenho anotado o que fazer, como começar a mudar meus hábitos, amanhã eu acordo cedo e faço as coisas com calma.

Mas hoje é sexta, amanha é sábado, “depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será.”

Acordei em cima da hora,e pra variar, eu não fiz.

 

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Tão efêmera quanto a rosa

A humanidade nunca foi tão hipócrita quanto a de hoje em dia, e eu não me excluo dessa afirmação. “Afirmação”, o nosso maior desejo utópico, sonho de consumo, como conseguir me afirmar pra mim mesma, ou melhor, será que existe um “eu verdadeiro”?

Se eu voltar há dois anos atrás e lembrar de como eu pensava e de como achava que as coisas seriam hoje, nada faz sentido, eu não sou mais aquela pessoa e até acho que ela era um tanto tola mas ao mesmo tempo ela não deixa de ser eu, em algum momento “eu” estive presente lá e o engraçado é que até se volto há uma semana atrás também não sou mas aquela pessoa, a lógica do momento era outra.

E é isso que tem movimento o blog pra mim, poder escreve o que passa na minha cabeça nesse momento único e depois poder acompanhar toda essa mudança, ainda nem completei um ano de blog e juro, ja acho meus primeiros textos horríveis mas continuo mantendo online porque até me divirto rindo de como pensava, mesmo que isso prejudique na qualidade do Blog.

Mergulhando nessa reflexão percebi que essa tal afirmação que tanto procuro não tem que ser plena ou duradoura na verdade estou buscando por “afirmações efêmeras”, aquelas que eu faço o que quero, nesse momento eu me afirmei sendo autêntica com meus desejos, hedonismo? talvez chame do que te deixar mais confortável.

Eu só ando pegando mais leve comigo mesma, estou sendo muito motivada pela filosofia nietzschiana, não posso dizer que tem me tornado uma pessoa melhor ou mais feliz mas com certeza mais autêntica mesmo que isso gere uma contradição nas minhas atitudes e pensamentos. A vida é isso, lidar com o conflito que ela é.

O mundo “contemporâneo” é assim mesmo, meio líquido no estilo Bauman então ficar procurando por afirmação concretas e duradouras onde não existe só dificulta nessa questão de lidar com a vida como ela é. Então é isso estou aberta para a nossa efemeridade. Que seja eterno enquanto dure.

 

Espero que peguem a referência do título.

O curioso caso dos ‘Homofóbicos Snipers’

https://br.pinterest.com/pin/840695455412586763/

em 4 minutos você lê esse texto com calma

O assunto do momento é a decisão de um Juiz que permite tratar a Homossexualidade como doença, se você for procurar no seu feed aposto que acha alguma notícia acompanhada de um debate em menos de 2 minutos. Pois bem, é um assunto que na minha opinião nem deveria ser discutido, pessoas e países desenvolvidos não se preocupam (muito menos julgam) com algo tão pessoal como a sexualidade.

Infelizmente a “grande aceitação” cultural e legislativa que temos hoje  é artificial, é algo como “não vou xingar porque outros vão me julgar” “porque é crime” mas a partir do momento em que encontram uma oportunidade de se expressar, seja numa rua escura sem testemunhas ou em um grupo de amigos mais íntimos acabam deixando a homofobia falar mais forte, e assim vemos nas notícias o preconceito e a violência (física e verbal) contra gays.

Vivenciei uma “escorregada” dessas esses dias, onde estava conversando numa lanchonete com uns amigos e não lembro como mas o assunto da homossexualidade surgiu e então um deles disse que o gay se tornava gay, ele nascia hétero e como “mágica” decidia virar gay e sempre menosprezando . No começo eu permaneci calada, entendi que era uma situação de falta de informação e deixei ele falar, logo que terminou, fiz aquele olhar sacana e dei um golpe na (tão frágil )masculinidade dele: “então com esse discurso você admite que a qualquer momento VOCÊ poderia se tornar gay” , no mesmo momento ele arregalou os olhos e ficou todo errado tentando se explicar mas concluiu com um “eu não! Tenho certeza do que eu gosto”. Todo mundo ficou se olhando como uma reação  meio (????). Argumentos ZERO!

Também tive o privilégio ou talvez desgosto de ver umas mensagens de um grupo no wpp  de meninos na maioria “homofóbicos snipers”, sabe aqueles atiradores que ficam de longe, passam despercebidos e ficam esperando a oportunidade certa para atirar, pois é eles comentavam sobre o assunto e dava pena de ler aquelas mensagens, tanta raiva de algo que não interfere na vida deles.

As pessoas cultivam um rancor sem necessidade, poderíamos usar essa energia e discutir assuntos mais relevantes que interferem diretamente nas nossas vidas como essa sujeira toda da “Política” que ficou em segundo plano esses últimos dias. **Próximo à votação dos deputados sobre o julgamento do Temer**

O que tenho visto é que essa questão da homofobia é um conflito muito interno das pessoas, ao contrário de ser discutido entre terceiros porque eu não discuto internamente comigo? Por que sinto raiva de Homossexuais?

E podemos ver que essa questão é falta de autoreflexão  toda vez que numa dessas conversas de mesa de bar o homofóbico sempre fica sem argumentos, criam uma opinião e nem si dão o trabalho de pesquisar sobre, entender, é a mais pura ignorância.

Autoreflexão é evolução! ou melhor Revolução

 

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A Felicidade fala mais alto, então família, LET ME BE!

Em 4 minutinhos você lê esse texto!

As vezes o cuidado cega a gente, não só o cuidado mas qualquer tipo de sentimento exagerado. Dizem e eu sou obrigada a concordar que a Família é a maior romantização do relacionamento abusivo, afinal, é a sua mãe, seu pai, alguém que cresceu com você e que incontáveis vezes se anulou para te dar algo. Que tipo de pessoa eu seria virando as costas para eles?

Acredito que seria uma pessoa quem sabe livre ou autêntica possivelmente feliz. Primeiro vamos por os “pontos nos i’s”. Muitas vezes deixamos de seguir nossos sonhos por medo do fracasso ou de frustrar  nossa família mas esquecemos da nossa felicidade, onde ela fica? Nossos pais só querem a nossa felicidade mas também esquecem que as pessoas são diferentes, como posso impor sem conhecer? Um bom exemplo disso são os irmãos, crescem na mesma casa com a mesma educação, condições e oportunidade, as vezes falam até de um jeito  parecido mas a noção de felicidade é diferente para eles, um quer X e o outro que Y, agora me diz como lidar com a imposição da felicidade Z que os pais  desejam para eles?

E essa situação fica mais complicada quando a família não te conhece, no meu caso, houveram tantas restrições que eu acabava ficando com medo de me abrir, de conversar porque sempre que comentava algo um tempo depois em uma situação TOTALMENTE diferente, aquilo era usado para justificar tal acontecimento, o que me causava um arrependimento enorme de ter contado e com o tempo a gente cansa né, não conto mais nada! “Como foi seu dia?” “Normal”, “Como tá o trabalho?” “Normal”, não culpo meus pais completamente por isso, sei que poderia me esforçar pra melhorar essa situação mas a força de vontade é um balde cheio de água e durante o dia você vai secando o balde, meu balde no momento está vazio.

O que eu mais quero é continuar sendo feliz e no momento o que me impede são essas preocupações da minha família com o fato se eu serei feliz, para eles a minha felicidade depende de um concurso público, dinheiro para poder ser feliz. Enquanto eu já não vejo a felicidade como algo a ser alcançado no futuro acho que por isso tem gente que nunca consegue, é como um jegue indo atrás da cenoura. Quero ser feliz agora, já dizia o Barão de Itararé:

A única coisa que você leva da vida é a vida que você leva.

Me desculpa se eu não quero levar meu concurso público para o caixão comigo, deixo para quem sonha de verdade com isso. Pai, Mãe e Vó, LET ME BE! Que eu garanto que to sendo feliz, o que vocês já fizeram por mim eu nunca vou esquecer, lembro de vocês todas as vezes que uso meus valores e princípios, obrigada!

Eu vou comprar essa briga e provar que existem outros meios de ser feliz, mesmo se até lá isso implique em distancia.

 

 

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Crenças limitantes, o nome já diz tudo!

Em 4 minutos você lê esse texto com calma.

Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranquilo e tão contente

O bom de um blog (escrever)  é que ele deixa claro como a vida é uma montanha russa de emoções, recomendo essa terapia, porque além de expressar seus sentimentos, após a leitura do seu próprio texto você consegue tirar algumas respostas e melhor, pelo menos com esse blog consigo entender que nenhuma sensação é permanente, nem as boas e muito menos as ruins. Meu ultimo post foi falando sobre a confusão que minha mente estava passando e de como doía, continuo confusa mas agora não dói.

Quero falar um pouco sobre Crenças limitantes, de uma em especial, o medo de dar errado. Sabe quando você começa a planejar as coisas e bate aquele medo de não acontecer porque a vida é assim né as coisas dão erradas, Lei de Murphy, tudo dá certo para os outros mas comigo é diferente. “A  fulana conseguiu estudar, viajar, casar e ser feliz” mas no meu caso eu não conseguiria essas coisas algo ia dar errado, sempre dá né? Então nem vou tentar.

Vai dar errado sim! Mas quantas coisas já deram errado na época e graças à elas hoje está como está? E de verdade eu gosto de onde estou e o que estou me tornando, o que não pode acontecer é sofrer por antecedência e deixar isso me atrapalhar. Costumo pensar em preparar minha mente tanto para lidar com as coisas boas quanto as ruins, acho que a grande chave é saber lidar, porque quando temos essa virtude, conseguimos manter o bom como bom e transformar o ruim, “na falha amola a faca”, “o que não é bênção é lição”. E quando não temos, estragamos até as coisas boas, tipo aquelas histórias clichês de quando o sucesso sobe a cabeça e perdemos tudo.

Clichês e crenças limitantes são dá mesma família, eles acontecem em forma de loop e até mesmo como um vírus, acontece uma vez, você fica com isso na cabeça, acontece de novo, você toma aquilo como verdade absoluta, passa essa então “verdade absoluta” para outras pessoas, elas aceitam e então tudo se repete causando uma reação em cadeia, um costume e até mesmo uma cultura.

Crenças limitantes, o nome já diz tudo! E nós continuamos colocando-as num pedestal.

Termino esse texto com uma “carta virada para cima em modo de reflexão”:

Crenças não são verdades mas se disfarçam muito bem como verdades.

Indico um Tedtalkx sobre esse assunto.

 

 

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As dores de uma mente em (re)construção

Em 3 minutos você lê esse texto com calma

Há um tempo, de uma maneira quase involuntária comecei a ler sobre assuntos totalmente diferentes do que estava acostumada: qualidade de vida, minimalismo, propósito, lei da atração, meditação, realização e Felicidade.

E foi ai que comecei um processo lento e doloroso de abertura de mente, foi algo extremamente fortuito, eu de verdade não sabia onde estava me metendo, hoje me encontro levemente surtada com meus pensamentos mas o que me conforta (um pouquinho) é uma frase que li no email do HackLife numa Sexta Filosofal:

A Iluminação é um processo destrutivo (tanto quanto construtivo). Não tem relação com se tornar feliz ou melhor. Iluminação é a desconstrução da mentira. É ver através das pretensões. É a erradicação completa de tudo que se acredita ser verdade.

“Viva de propósito”, “uma vida essencial”, “menos é mais” essas frases tem sido os meus demônios, meus monstrinhos de estimação pois tenho alimentado-os com frequência. Não posso dizer que estou sofrendo por botar em prática essas ideologias mas sim quando procuro ao meu redor, é nadar contra a correnteza e isso vem me deixando extremamente frustrada com o mundo.

É como se as coisas que fazia estivessem perdendo o sentido(na verdade nunca tiveram muito), ou melhor, significado. To cansada das conversas sobre a vida de pessoas que eu nem conheço, de idolatrar gente vazia, das minhas músicas sem letra, das festas toda semana, de ir por ir, fazer por fazer, eu  não quero mais perder tempo com essa alienação mas quando deixo isso tudo de lado me encontro num estado de ociosidade em busca de significado.

 

 

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O “mantra” do teclado QWERTY

Ando com meu coração apertado ultimamente, pois é, é cada um com suas  batalhas diárias e me conforta saber que no momento a minha nem é tão grande.

As vezes mesmo que o problema seja mínimo, na minha cabeça pelo menos por um instante parece gigantesco e eterno mas quando percebo, nem é tão ruim assim. Ultimamente passei por um término meio complicado e por mais que eu tente fingir que não ligo, esse assunto parece aquelas moscas que voam perto do ouvido te lembrando “to aqui!” MAS, é uma ótima hora para por em prática tudo o que venho lendo e aprendendo ultimamente.

Acontece muito comigo guardar informações que não sei pra que vou usar, até usá-las, bom há um tempinho estava em aula quando meu professor começou a contar sobre a história do teclado QWERTY, e foi uma informação que gravei na minha mente e hoje utilizo quase como um mantra.

O teclado QWERTY é esse que estamos acostumados a usar, essas letrinhas que parecem ser aleatoriamente organizadas mas na verdade quando o teclado foi criado era na época da máquina de escrever e quando as letras eram organizadas de forma em ordem alfabética acontecia que a digitação era mais rápida e acabava travando as engrenagens da máquina de escrever, então surgiu nosso teclado querido, que é a organização das letras para dificultar a digitação, separando as combinações de letras mais usadas na língua inglesa (há controvérsias, mas não vem ao caso). E o que eu tiro de aprendizado nessa história? Bom talvez eu tenha tido um dos meus momentos de epifania mas paro para pensar na capacidade de se  adaptar que nós temos e como a adaptação torna tudo mais fácil.

O teclado mais usado do mundo foi projetado para dificultar a nossa digitação, ok na época era necessário mas e nos tempos de hoje, onde a tecnologia evoluiu e além de existir teclados que são feitos para agilizar a digitação não precisamos mas nos preocupar com engrenagens, por que ainda usamos o QWERTY?

Por adaptação! Diversas empresas tentaram lançar teclados que na teoria seriam mais eficientes mas nenhum deles atingiu sucesso. A cultura do QWERTY é tão grande que é mais rápido digitar nele do que num teclado  “mais eficiente”. A adaptação transformou o QWERTY num gigante, temos que usar isso a nosso favor também.

O tempo ajuda com tudo, adaptação e contentamento, o que é ruim hoje amanhã pode ser bom, essa história do teclado me leva a pensar em transformar minhas fraquezas em força, usar minhas batalhas diárias  em busca de vitórias. Vamos dar tempo ao tempo que tudo se resolve e se transforma.

 

 

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