O curioso caso dos ‘Homofóbicos Snipers’

em 4 minutos você lê esse texto com calma

O assunto do momento é a decisão de um Juiz que permite tratar a Homossexualidade como doença, se você for procurar no seu feed aposto que acha alguma notícia acompanhada de um debate em menos de 2 minutos. Pois bem, é um assunto que na minha opinião nem deveria ser discutido, pessoas e países desenvolvidos não se preocupam (muito menos julgam) com algo tão pessoal como a sexualidade.

Infelizmente a “grande aceitação” cultural e legislativa que temos hoje  é artificial, é algo como “não vou xingar porque outros vão me julgar” “porque é crime” mas a partir do momento em que encontram uma oportunidade de se expressar, seja numa rua escura sem testemunhas ou em um grupo de amigos mais íntimos acabam deixando a homofobia falar mais forte, e assim vemos nas notícias o preconceito e a violência (física e verbal) contra gays.

Vivenciei uma “escorregada” dessas esses dias, onde estava conversando numa lanchonete com uns amigos e não lembro como mas o assunto da homossexualidade surgiu e então um deles disse que o gay se tornava gay, ele nascia hétero e como “mágica” decidia virar gay e sempre menosprezando . No começo eu permaneci calada, entendi que era uma situação de falta de informação e deixei ele falar, logo que terminou, fiz aquele olhar sacana e dei um golpe na (tão frágil )masculinidade dele: “então com esse discurso você admite que a qualquer momento VOCÊ poderia se tornar gay” , no mesmo momento ele arregalou os olhos e ficou todo errado tentando se explicar mas concluiu com um “eu não! Tenho certeza do que eu gosto”. Todo mundo ficou se olhando como uma reação  meio (????). Argumentos ZERO!

Também tive o privilégio ou talvez desgosto de ver umas mensagens de um grupo no wpp  de meninos na maioria “homofóbicos snipers”, sabe aqueles atiradores que ficam de longe, passam despercebidos e ficam esperando a oportunidade certa para atirar, pois é eles comentavam sobre o assunto e dava pena de ler aquelas mensagens, tanta raiva de algo que não interfere na vida deles.

As pessoas cultivam um rancor sem necessidade, poderíamos usar essa energia e discutir assuntos mais relevantes que interferem diretamente nas nossas vidas como essa sujeira toda da “Política” que ficou em segundo plano esses últimos dias. **Próximo à votação dos deputados sobre o julgamento do Temer**

O que tenho visto é que essa questão da homofobia é um conflito muito interno das pessoas, ao contrário de ser discutido entre terceiros porque eu não discuto internamente comigo? Por que sinto raiva de Homossexuais?

E podemos ver que essa questão é falta de autoreflexão  toda vez que numa dessas conversas de mesa de bar o homofóbico sempre fica sem argumentos, criam uma opinião e nem si dão o trabalho de pesquisar sobre, entender, é a mais pura ignorância.

Autoreflexão é evolução! ou melhor Revolução

 

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A Felicidade fala mais alto, então família, LET ME BE!

Em 4 minutinhos você lê esse texto!

As vezes o cuidado cega a gente, não só o cuidado mas qualquer tipo de sentimento exagerado. Dizem e eu sou obrigada a concordar que a Família é a maior romantização do relacionamento abusivo, afinal, é a sua mãe, seu pai, alguém que cresceu com você e que incontáveis vezes se anulou para te dar algo. Que tipo de pessoa eu seria virando as costas para eles?

Acredito que seria uma pessoa quem sabe livre ou autêntica possivelmente feliz. Primeiro vamos por os “pontos nos i’s”. Muitas vezes deixamos de seguir nossos sonhos por medo do fracasso ou de frustrar  nossa família mas esquecemos da nossa felicidade, onde ela fica? Nossos pais só querem a nossa felicidade mas também esquecem que as pessoas são diferentes, como posso impor sem conhecer? Um bom exemplo disso são os irmãos, crescem na mesma casa com a mesma educação, condições e oportunidade, as vezes falam até de um jeito  parecido mas a noção de felicidade é diferente para eles, um quer X e o outro que Y, agora me diz como lidar com a imposição da felicidade Z que os pais  desejam para eles?

E essa situação fica mais complicada quando a família não te conhece, no meu caso, houveram tantas restrições que eu acabava ficando com medo de me abrir, de conversar porque sempre que comentava algo um tempo depois em uma situação TOTALMENTE diferente, aquilo era usado para justificar tal acontecimento, o que me causava um arrependimento enorme de ter contado e com o tempo a gente cansa né, não conto mais nada! “Como foi seu dia?” “Normal”, “Como tá o trabalho?” “Normal”, não culpo meus pais completamente por isso, sei que poderia me esforçar pra melhorar essa situação mas a força de vontade é um balde cheio de água e durante o dia você vai secando o balde, meu balde no momento está vazio.

O que eu mais quero é continuar sendo feliz e no momento o que me impede são essas preocupações da minha família com o fato se eu serei feliz, para eles a minha felicidade depende de um concurso público, dinheiro para poder ser feliz. Enquanto eu já não vejo a felicidade como algo a ser alcançado no futuro acho que por isso tem gente que nunca consegue, é como um jegue indo atrás da cenoura. Quero ser feliz agora, já dizia o Barão de Itararé:

A única coisa que você leva da vida é a vida que você leva.

Me desculpa se eu não quero levar meu concurso público para o caixão comigo, deixo para quem sonha de verdade com isso. Pai, Mãe e Vó, LET ME BE! Que eu garanto que to sendo feliz, o que vocês já fizeram por mim eu nunca vou esquecer, lembro de vocês todas as vezes que uso meus valores e princípios, obrigada!

Eu vou comprar essa briga e provar que existem outros meios de ser feliz, mesmo se até lá isso implique em distancia.

 

 

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Crenças limitantes, o nome já diz tudo!

Em 4 minutos você lê esse texto com calma.

Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranquilo e tão contente

O bom de um blog (escrever)  é que ele deixa claro como a vida é uma montanha russa de emoções, recomendo essa terapia, porque além de expressar seus sentimentos, após a leitura do seu próprio texto você consegue tirar algumas respostas e melhor, pelo menos com esse blog consigo entender que nenhuma sensação é permanente, nem as boas e muito menos as ruins. Meu ultimo post foi falando sobre a confusão que minha mente estava passando e de como doía, continuo confusa mas agora não dói.

Quero falar um pouco sobre Crenças limitantes, de uma em especial, o medo de dar errado. Sabe quando você começa a planejar as coisas e bate aquele medo de não acontecer porque a vida é assim né as coisas dão erradas, Lei de Murphy, tudo dá certo para os outros mas comigo é diferente. “A  fulana conseguiu estudar, viajar, casar e ser feliz” mas no meu caso eu não conseguiria essas coisas algo ia dar errado, sempre dá né? Então nem vou tentar.

Vai dar errado sim! Mas quantas coisas já deram errado na época e graças à elas hoje está como está? E de verdade eu gosto de onde estou e o que estou me tornando, o que não pode acontecer é sofrer por antecedência e deixar isso me atrapalhar. Costumo pensar em preparar minha mente tanto para lidar com as coisas boas quanto as ruins, acho que a grande chave é saber lidar, porque quando temos essa virtude, conseguimos manter o bom como bom e transformar o ruim, “na falha amola a faca”, “o que não é bênção é lição”. E quando não temos, estragamos até as coisas boas, tipo aquelas histórias clichês de quando o sucesso sobe a cabeça e perdemos tudo.

Clichês e crenças limitantes são dá mesma família, eles acontecem em forma de loop e até mesmo como um vírus, acontece uma vez, você fica com isso na cabeça, acontece de novo, você toma aquilo como verdade absoluta, passa essa então “verdade absoluta” para outras pessoas, elas aceitam e então tudo se repete causando uma reação em cadeia, um costume e até mesmo uma cultura.

Crenças limitantes, o nome já diz tudo! E nós continuamos colocando-as num pedestal.

Termino esse texto com uma “carta virada para cima em modo de reflexão”:

Crenças não são verdades mas se disfarçam muito bem como verdades.

Indico um Tedtalkx sobre esse assunto.

 

 

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As dores de uma mente em (re)construção

Em 3 minutos você lê esse texto com calma

Há um tempo, de uma maneira quase involuntária comecei a ler sobre assuntos totalmente diferentes do que estava acostumada: qualidade de vida, minimalismo, propósito, lei da atração, meditação, realização e Felicidade.

E foi ai que comecei um processo lento e doloroso de abertura de mente, foi algo extremamente fortuito, eu de verdade não sabia onde estava me metendo, hoje me encontro levemente surtada com meus pensamentos mas o que me conforta (um pouquinho) é uma frase que li no email do HackLife numa Sexta Filosofal:

A Iluminação é um processo destrutivo (tanto quanto construtivo). Não tem relação com se tornar feliz ou melhor. Iluminação é a desconstrução da mentira. É ver através das pretensões. É a erradicação completa de tudo que se acredita ser verdade.

“Viva de propósito”, “uma vida essencial”, “menos é mais” essas frases tem sido os meus demônios, meus monstrinhos de estimação pois tenho alimentado-os com frequência. Não posso dizer que estou sofrendo por botar em prática essas ideologias mas sim quando procuro ao meu redor, é nadar contra a correnteza e isso vem me deixando extremamente frustrada com o mundo.

É como se as coisas que fazia estivessem perdendo o sentido(na verdade nunca tiveram muito), ou melhor, significado. To cansada das conversas sobre a vida de pessoas que eu nem conheço, de idolatrar gente vazia, das minhas músicas sem letra, das festas toda semana, de ir por ir, fazer por fazer, eu  não quero mais perder tempo com essa alienação mas quando deixo isso tudo de lado me encontro num estado de ociosidade em busca de significado.

 

 

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O “mantra” do teclado QWERTY

Ando com meu coração apertado ultimamente, pois é, é cada um com suas  batalhas diárias e me conforta saber que no momento a minha nem é tão grande.

As vezes mesmo que o problema seja mínimo, na minha cabeça pelo menos por um instante parece gigantesco e eterno mas quando percebo, nem é tão ruim assim. Ultimamente passei por um término meio complicado e por mais que eu tente fingir que não ligo, esse assunto parece aquelas moscas que voam perto do ouvido te lembrando “to aqui!” MAS, é uma ótima hora para por em prática tudo o que venho lendo e aprendendo ultimamente.

Acontece muito comigo guardar informações que não sei pra que vou usar, até usá-las, bom há um tempinho estava em aula quando meu professor começou a contar sobre a história do teclado QWERTY, e foi uma informação que gravei na minha mente e hoje utilizo quase como um mantra.

O teclado QWERTY é esse que estamos acostumados a usar, essas letrinhas que parecem ser aleatoriamente organizadas mas na verdade quando o teclado foi criado era na época da máquina de escrever e quando as letras eram organizadas de forma em ordem alfabética acontecia que a digitação era mais rápida e acabava travando as engrenagens da máquina de escrever, então surgiu nosso teclado querido, que é a organização das letras para dificultar a digitação, separando as combinações de letras mais usadas na língua inglesa (há controvérsias, mas não vem ao caso). E o que eu tiro de aprendizado nessa história? Bom talvez eu tenha tido um dos meus momentos de epifania mas paro para pensar na capacidade de se  adaptar que nós temos e como a adaptação torna tudo mais fácil.

O teclado mais usado do mundo foi projetado para dificultar a nossa digitação, ok na época era necessário mas e nos tempos de hoje, onde a tecnologia evoluiu e além de existir teclados que são feitos para agilizar a digitação não precisamos mas nos preocupar com engrenagens, por que ainda usamos o QWERTY?

Por adaptação! Diversas empresas tentaram lançar teclados que na teoria seriam mais eficientes mas nenhum deles atingiu sucesso. A cultura do QWERTY é tão grande que é mais rápido digitar nele do que num teclado  “mais eficiente”. A adaptação transformou o QWERTY num gigante, temos que usar isso a nosso favor também.

O tempo ajuda com tudo, adaptação e contentamento, o que é ruim hoje amanhã pode ser bom, essa história do teclado me leva a pensar em transformar minhas fraquezas em força, usar minhas batalhas diárias  em busca de vitórias. Vamos dar tempo ao tempo que tudo se resolve e se transforma.

 

 

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A mudança que habita em mim

Nos últimos dois anos tenho sentido a minha mudança, e tem sido incrível. Passei por várias fases e consigo ver os resultados em pequeno, médio e longo prazo, esse vai ser um post para que eu possa medir e entender como isso vem acontecendo.

Acredito que tudo começou quando acabou o ensino médio, quem já passou por isso sabe como a vida muda da água para o vinho. Antes de começar a mudar passei por uma fase apenas de metas furadas nas quais não seguia meus planejamentos, sempre os esquecia e acaba quebrando o ciclo de mudança. As minhas ideias de mudanças  eram muito brutas mas eu tinha um dos elementos fundamentais: A noção de que uma mudança era necessária, eu botava na minha cabeça que iria mudar e saia falando para todos “eu to mudando tal coisa”, quando a adrenalina passava eu simplesmente esquecia, faltava algo, faltava técnica, sim eu acredito que a mudança é algo que precisa de uma certa técnica.

Um dia, navegando pelo Facebook achei um post interessante e comecei a ler, esse post me levou ao site O Segredo que se tornou um dos meus favoritos, foi quando comecei aos poucos (inconscientemente ) criar um hábito de leitura. Esse site me acalmava muito, me deixava em um estado  de espírito diferente, uma mistura de concentração + inspiração + motivação e vontade de fazer. Comecei lendo apenas quando lembrava do site (não era sempre) e nos momentos difíceis mas quando percebi já havia virado um hábito ler e favoritar os links mais interessantes. Nesse site adquiri um conhecimento um pouco mais técnico sobre a vida, ele realmente revela segredos.

Então foi ai que comecei a mudar e melhor, sentir e almejar a mudança mas ao mesmo tempo me senti meio perdida.

eu não sei o que está acontecendo comigo, me sinto tão diferente e estou morrendo de medo de mudar minha essência, consigo sentir a minha mudança nos meus sentimentos, minhas prioridades, meus sonhos e até mesmo o meu físico não são mas os mesmos, sei que mudar é normal estamos sempre mudando mas normalmente não sentimos a mudança enquanto ela ocorre e sim quando olhamos para trás e vemos que está diferente. Conversando com um amigo, ele me disse que isso é o amadurecimento chegando e isso ficou na minha cabeça desde então, UAU como é assustador esse momento de transição.

Esse foi um textinho que escrevi num momento de Overthinking, o que me lembra de outro hábito que adquiri nesse caminho de mudanças, a escrita.

Sempre me considerei muito criativa, vivo tendo ideias e muitas vezes me perco nelas, elas começam como geniais geniais na minha cabeça e acabam como  “um dia quem sabe”, dei um apelido carinhoso de “Ideias Benjamin Button”.

Minha mente ficava muito cheia, até um dia que comecei a escrever o que passava nela, até mesmo para lembrar depois, usava um sketchbook pequeno onde anotava tudo, nessa época eu fazia parte de uma startup então todas ideias que tinha anotava lá, era uma bagunça entre compromissos, ideias e os pensamentos mais pessoais possíveis. Na contracapa dele eu até escrevi “Um dia esse caderninho valerá milhões” quem sabe né.

Num momento de “epifania tecnológica” (tenho muitos) tive uma ideia de um app “bloco de notas” só que mais completo e futurista, do tipo que te lembrasse por localização (se to em casa ele me lembraria das tarefas doméstica ou por exemplo de buscar aquele sapato no sapateiro quando estivesse próxima) e nesse caso a ideia era boa, tão boa que a Google ja havia desenvolvido. Foi assim que o Google Keep entrou na minha vida, ele é como se fosse a minha mente em forma de app, tem meus compromissos, lembretes, frases inspiradoras, livros para ler, desejos, gastos mensais, fotos, ideias e links para guardar no coração. Ele me ajudou muito a organizar meus pensamentos e liberar espaço na minha mente.

Navegando pelo Netflix descobri o minimalismo que vem me mudado por completo e olha que ainda não me considero minimalista, mas nele está a “parte técnica” que eu estava procurando em busca da mudança. Em 3 meses apenas  estudando sobre o assunto e praticando aos poucos me tornei mais organizada e focada, consegui mensurar um objetivo principal (meu sonho) e abstrair até encontrar minhas metas.

Bom o ano de 2016 foi para aceitar a mudança, e enxergar onde teria que mudar. Não foi muito produtivo, nesse ano me desperiodizei na faculdade, fali uma startup e priorizei as coisas erradas, foi uma bagunça. No final do ano já estava mais focada não queria que essas coisas se repetissem decidi me tornar auto disciplinada. Nesse ano meu hábito de leitura estava se formando e minhas anotações eram tão perdidas quanto eu.

Ainda não posso dar um veredito de 2017, mas sem dúvidas esses 6 meses foram os mais produtivos de toda minha vida.

Conclusão

Nesse post eu consegui ver os passos que dei até hoje a caminho da melhor versão de mim mesma:

Enxergar que é preciso mudar

Digerir a mudança

Começar devagar

Ler

Escrever

Minimalismo

Reflexão

Esses foram os princípios da minha constante mudança.

 

 

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Carta aos Caretas

Querido Careta,

Gostaria de contar umas verdades, você não imagina o universo paralelo  que existe ao seu redor,  nós estamos em todo lugar e chapamos onde você nem imagina, pertinho de você, trocando ideia com amigos do trabalho, no shopping, na faculdade, na igreja, na família tradicional, correndo no parque, dentro do cinema, nas grandes empresas ou melhor no comando das grandes organizações e possivelmente dentro da sua casa.

Sei que para você a partir do momento que coloco o meu “cigarro de maconha” na boca me transformo em uma marginal, mas eu vou te contar  para que  possa ter a mínima noção de como é ficar chapado.

“Fumar um” é como se fosse um pequeno ritual, antes de fumar precisamos  montar nosso “cigarro de maconha”, na verdade antes precisamos “fazer a missão”,”fazer o corre”, “armar”, “ajudar o tráfico”, “comprar droga” chame como você quiser, não vivo em “boca de fumo” pra falar a verdade eu até evito, não porque é perigoso ou algo tipo mas as bocas que eu conheço cobram muito caro e ainda exige mais esforço, eu tenho uns contatos do tipo delivery que deixam na frente casa, igual pedir pizza.

Agora que já estou com meu “beck” na mão, começo a produção, pego as minhas ferramentas de trabalho, que são como os maconheiros, estão em qualquer lugar e pode ser algo que você nem imagina, mas agora  só preciso da tesoura, caneta, seda,  fogo e para caprichar um pedacinho de papel, é simples o “fumo” só precisa estar dentro seda, o pedacinho de papel na ponta (para não queimar o dedo) e ser algo fumável.

Hora de acender, onde eu vou fumar? Num beco escuro? Prédio abandonado? Debaixo da ponto com os cracudos? Pode até ser mas normalmente, fumo andando na rua, na minha sacada, na vizinha, no vizinho, na faculdade, no carro, na esquina, na praça, na rua de trás, na do lado, mas hoje vou “fumar esse” no meu quarto.

Acende, puxa, prende, passa. E agora? Chapei! Não to vendo unicónios, ou as coisas derretendo e nem quero assaltar ninguém, o que eu mais quero é deitar e ouvir música ou fazer qualquer coisa que eu goste de fazer e até as que eu não gosto ficam mais aceitáveis. Sabe aquela dorzinha de cabeça? Passou! E aquele probleminha chato? Não passou, mas não me parece mais tão preocupante. Sinto meu corpo relaxar por inteiro e meu pensamento vai longe pena que esqueço rápido.

O efeito da maconha é muito subjetivo, cada um tem sua maneira de ficar chapado. Tem gente que crisa com tudo, que  dorme, que só come, que só ri, que fica viajando na maionese tem até aqueles que passam mal ou não sentem nada, ALEATÓRIO.

Hora de comer, esse é o momento que dá vida a frase “o melhor tempero é a fome”, tudo é muito bom e muito pouco, fumar e ir para o rodízio é mágico.

É como aquela cervejinha que você tanto deseja depois de uma pesado ou na sexta-feira.

A ultima coisa que eu quero é incomodar você ou te prejudicar, se estou fazendo algo é “contra” eu mesma. E lembre-se tudo depende do caráter não importa se é maconheiro, professor, pastor ou qualquer outro rótulo. CARÁTER.

 

Abraços.

 

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