Carta aos Caretas

Querido Careta,

Gostaria de contar umas verdades, você não imagina o universo paralelo  que existe ao seu redor,  nós estamos em todo lugar e chapamos onde você nem imagina, pertinho de você, trocando ideia com amigos do trabalho, no shopping, na faculdade, na igreja, na família tradicional, correndo no parque, dentro do cinema, nas grandes empresas ou melhor no comando das grandes organizações e possivelmente dentro da sua casa.

Sei que para você a partir do momento que coloco o meu “cigarro de maconha” na boca me transformo em uma marginal, mas eu vou te contar  para que  possa ter a mínima noção de como é ficar chapado.

“Fumar um” é como se fosse um pequeno ritual, antes de fumar precisamos  montar nosso “cigarro de maconha”, na verdade antes precisamos “fazer a missão”,”fazer o corre”, “armar”, “ajudar o tráfico”, “comprar droga” chame como você quiser, não vivo em “boca de fumo” pra falar a verdade eu até evito, não porque é perigoso ou algo tipo mas as bocas que eu conheço cobram muito caro e ainda exige mais esforço, eu tenho uns contatos do tipo delivery que deixam na frente casa, igual pedir pizza.

Agora que já estou com meu “beck” na mão, começo a produção, pego as minhas ferramentas de trabalho, que são como os maconheiros, estão em qualquer lugar e pode ser algo que você nem imagina, mas agora  só preciso da tesoura, caneta, seda,  fogo e para caprichar um pedacinho de papel, é simples o “fumo” só precisa estar dentro seda, o pedacinho de papel na ponta (para não queimar o dedo) e ser algo fumável.

Hora de acender, onde eu vou fumar? Num beco escuro? Prédio abandonado? Debaixo da ponto com os cracudos? Pode até ser mas normalmente, fumo andando na rua, na minha sacada, na vizinha, no vizinho, na faculdade, no carro, na esquina, na praça, na rua de trás, na do lado, mas hoje vou “fumar esse” no meu quarto.

Acende, puxa, prende, passa. E agora? Chapei! Não to vendo unicónios, ou as coisas derretendo e nem quero assaltar ninguém, o que eu mais quero é deitar e ouvir música ou fazer qualquer coisa que eu goste de fazer e até as que eu não gosto ficam mais aceitáveis. Sabe aquela dorzinha de cabeça? Passou! E aquele probleminha chato? Não passou, mas não me parece mais tão preocupante. Sinto meu corpo relaxar por inteiro e meu pensamento vai longe pena que esqueço rápido.

O efeito da maconha é muito subjetivo, cada um tem sua maneira de ficar chapado. Tem gente que crisa com tudo, que  dorme, que só come, que só ri, que fica viajando na maionese tem até aqueles que passam mal ou não sentem nada, ALEATÓRIO.

Hora de comer, esse é o momento que dá vida a frase “o melhor tempero é a fome”, tudo é muito bom e muito pouco, fumar e ir para o rodízio é mágico.

É como aquela cervejinha que você tanto deseja depois de uma pesado ou na sexta-feira.

A ultima coisa que eu quero é incomodar você ou te prejudicar, se estou fazendo algo é “contra” eu mesma. E lembre-se tudo depende do caráter não importa se é maconheiro, professor, pastor ou qualquer outro rótulo. CARÁTER.

 

Abraços.

 

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