Lições de Minimalismo na Comunidade Indígena do Tupé

Passar uns dias fora foi incrível!

Viajei para a comunidade do Tupé que é uma ilha localizada à margem esquerda do Baixo Rio Negro (Amazonas – Manaus).

E foi como um retiro para mim, aprendi muitas coisas com as pessoas de lá e essa viagem me ajudou muito com a questão do minimalismo que estou desenvolvendo em mim.

O acesso a ilha é apenas de barco ou como costumamos chamar por aqui “voadeira” é tipo uma canoa com motor (resumindo) são 30 min de viagem, quando cheguei lá encontramos uma “cobrinha bebe” e ela era adorável.

Fiquei hospedada na casa da Mundica, ela havia se tornado caseira há pouco tempo, menos de ano e estava se acostumando com a vida de “ribeirinha” e posso garantir que ela se virava bem, montou um mercadinho na casa e vendia de tudo, é um exemplo de empreendedorismo, vendia de gasolina até prato de comida, muitas vezes vendia o parte do próprio almoço e me parecia muito feliz.

Ela me contou sobre a liberdade que conquistou ao sair de Manaus para o tupé, que na cidade não fazia muita coisa, ficava meio presa em casa com os filhos e agora, todo dia é diferente, me contou como seus 5 filhos ficaram mais independentes e fortes nesses últimos  meses. Sua filha mais velha tem 20 anos e a mais nova tem 6 e elas não paravam, sempre fazendo algo. A casa era cheia de animais de estimação, gato cachorro, passarinho e mosquitos, tinha apenas um quarto onde ela e as filhas dormiam mas sempre acomodava visitantes como eu, ela adora ver a casa cheia.

O tupé é uma comunidade meio indígena e ribeirinha que está crescendo aos poucos, a energia é uma novidade mas nos dias que fiquei lá houveram muitas quedas de energia. Todo mundo tem seu smartphone e conversam sobre os assuntos mais recentes possíveis,  a informação nunca foi problema lá, ainda mais agora que o centro de convivência tem wifi liberado -um dos poucos roteadores da comunidade- e o mais incrível é que não se via muitas pessoas por lá durante o dia, na verdade o pessoal usava o lugar como ponto de encontro à noite e o wi-fi não era o protagonista.

A Mundica foi o exemplo que eu precisava encontrar para entender que sim, MENOS É MAIS, viver com menos só atribuiu mais à vida dela.

Levei minha sobrinha de quase 3  anos para a viagem e estava preocupada porque ela assiste muito desenho e lá não tinha como assistir, achei que fosse ser complicado explicar que não tinha Netflix pois não havia Internet na casa mas ela entendeu super bem e nem perguntou de novo. O desenho favorito da Sophia é a Dora Aventureira, no qual ela ja assistiu repetidamente todos os episódios da Netflix. Quando reparei, ela estava brincando de ser a Dora e se aventurando pelo Tupé, quando estava no rio brincava de ajudar a sereia “Maribel” a encontrar sua “Mommy”, na rede ela imaginava que estava num barco pescando junto com a Dora e quando fomos a aldeia ela era uma índia procurando seu macaco. Menos foi extremamente MAIS para Sophia e pra mim também.

Não estou dizendo que para ser Minimalista devemos nos mudar para uma comunidade ribeirinha mas estou dando exemplos de como ele é real!

 

Fotos:

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*Tirei poucas fotos, bateria no celular era ouro!*

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2 comentários em “Lições de Minimalismo na Comunidade Indígena do Tupé

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